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Apesar das diferenças biológicas entre os cérebros de pessoas transgênero e cisgênero, não existe um teste simples para definir se o seu gênero de nascença está correto. Com um pouco de reflexão e ajuda de especialistas, você pode definir a identidade que mais combina com a sua vida.

Como Saber se Você é Transexual ou uma Mulher Trans

Apesar de haver diferenças biológicas entre os cérebros de pessoas transgênero e cisgênero, não existe um teste simples capaz de definir se o seu gênero de nascença está correto. Entretanto, com um pouco de reflexão e ajuda de especialistas, você pode definir a identidade que mais combina com a sua vida.

Caso esteja seriamente questionando a própria identidade de gênero, observe os seus sentimentos e aceite essa insegurança. Converse com um conselheiro especializado em identidades de gênero, para ter alguém que ofereça apoio ao longo do processo.

Lembre-se de que há muitas formas com as quais se identificar, e o mais importante é definir o que você quer.

Reconheça a sua curiosidade

Se você realmente tem ponderado se pode ou não ser transgênero, é provável que não se sinta conformado ao próprio gênero. Isso não necessariamente indica que seja transgênero, mas é uma possibilidade. Pode também ser um sinal de que tenha variantes em outro aspecto.[2]

  • Pergunte a si mesmo o porquê dessa curiosidade. Caso seja um desconforto persistente com relação ao gênero de nascença, ou à atração pela própria imagem em outro gênero, pode ser que você seja transgênero.
  • Considere a possibilidade de seu gênero ser não binário: se você não se sente exclusivamente homem ou mulher, pode ser que seja algo diferente.
  • Caso se sinta confortável com o gênero de nascença, mas se veja agindo de forma distinta à de outras pessoas cisgênero, isso não necessariamente indica que você seja transgênero. Pode ser que seja apenas um homem feminino ou uma mulher masculina.

Pergunte a si mesmo se você se identifica com seu papel social

Muitas pessoas transgênero se sentem alienadas do papel que é pedido delas na sociedade. Reflita se você se sente alienado daquilo que costuma ter que fazer com pessoas do mesmo gênero. Quando pedem que pratique algo estereotípico de seu gênero de nascença, você se sente colocado na caixinha errada?[4]

  • Observe como você se sente ao estar com um grupo de pessoas de seu gênero de nascença. Caso se sinta diferente ou como se estivesse apenas fingindo ser um deles, é possível que se trate de uma disforia.

Observe como você se sente com o seu nome de nascença e os pronomes usados para descrevê-lo

Caso não se sinta identificado, pode ser que seja hora de mudar esses pronomes.[5]

  • Se você se sente mal sendo tratado como "senhor" ou "senhora", talvez se trate de um termo inadequado à sua pessoa.
  • Observe como você se sente quando alguém no grupo fala de você como parte do grupo das "meninas" ou "mulheres" ou, ainda, parte do grupo dos "meninos" ou "homens".
  • Note se o seu nome passa a impressão de ser errado. Se ele parece certo, questione se você pensa nele como sendo um nome de "meninas" ou de "meninos".
  • Como você se sente quando alguém acidentalmente o chama pelo pronome do gênero supostamente oposto? Se a sensação é confortável e gratificante, pode ser que você seja transgênero.

Reconheça a disforia corporal

Uma experiência comum entre pessoas transgênero é sentir que o corpo é errado de alguma forma. Algumas delas relatam estar "aprisionadas" dentro de seus corpos. Se você apresenta um desejo constante de mudar as características sexuais, pode ser que se trate de disforia.[6]

  • Se a experiência da puberdade veio como um choque ou trauma, você talvez tenha passado por disforia. Tente se lembrar se estava chateado pelo surgimento de características sexuais secundárias (voz mais grave, desenvolvimento dos seios, ombros mais largos, pelos faciais, o surgimento da menstruação).

Dê a si mesmo a opção de se identificar como pessoa trans binária

Caso pense que pode ser um homem ou uma mulher trans, faça um teste e veja como você se sente. Separe um fim de semana para pensar em si mesmo como pertencente ao gênero desejado. Se compartilha dessas dúvidas com algum amigo, terapeuta ou parente, fale sobre os seus planos e peça apoio.[7]

  • Experimente usar outros pronomes. Observe como você se sente ao se referir com pronomes diferentes dos definidos ao gênero de nascença. Caso pense em si mesmo como mulher trans, chame-se de "ela" e peça a um confidente que faça o mesmo.

Considere a diversidade de gêneros

Há tantas formas de expressar um gênero além de "homem" e "mulher". Você pode ser gênero variante, agênero, bigênero ou algo ainda diferente. Não há necessidade de se rotular para dentro de uma caixinha em que você não se sente à vontade.[8]

  • Experimente usar pronomes variados. Se você não se sente à vontade com "ele" ou "ela", varie formas no singular e no plural para fazer um teste com algo mais neutro.

Pense em outras formas de afirmar o seu gênero.

Independente do gênero com o qual você se identifique, lembre-se de que não há apenas uma forma de afirmá-lo. Pergunte a si mesmo: o que o faria se sentir mais autêntico? Repense essas questões com um conselheiro, se estiver se sentindo confuso.

  • Considere uma mudança de nome.
  • Pense em pedir aos outros que o chamem com um pronome diferente, como ela ou ele.
  • Se você se sente seguro em fazê-lo, saia do armário para as pessoas de sua vida. Você pode dizer que é transgênero ou que apenas tem questionado o seu próprio gênero.
  • Pense mais sobre o seu corpo. Você gostaria de ser mais feminino ou masculino? Dependendo da resposta, poderá cortar o cabelo ou deixá-lo crescer, tomar hormônios, fazer uma cirurgia ou, até mesmo, não mudar absolutamente nada.

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A informação adequada tem o poder de quebrar falsos paradigmas e modelos sociais que não fazem mais sentido nos dias em que vivemos. Viva as mulheres trans e todas as formas de amar!!

Quarta, 29 de Julho de 2020 Quarta, 29 de Julho de 2020 às 04:25