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Conheça trans youtubers que documentam a transição de gênero, mostrando histórias de superação e acolhimento e que a identidade vai muito além do sexo biológico.

Trans no youtube: histórias de superação e acolhimentos

Espaço democrático, a internet é sinônimo de liberdade para travestis e transexuais. Na rede, youtubers documentam a transição de gênero e ajudam a desestigmatizar esse universo. Os vídeos também mostram histórias de superação e acolhimento.

Conheça canais que mostram que a identidade vai muito além do sexo biológico.

Vitória Guarizo

A paulistana Vitória Guarizo, de 18 anos, resolveu usar o Youtube como um diário no começo de sua transição, há um ano, para falar de assuntos que ainda são considerados tabus sociais. “Comecei a gravar vídeos e a jogar no meu canal como um diário, mas acabei me dando conta depois que o canal estava crescendo e novas oportunidades estavam chegando”, conta.

Vitória também encontra preconceito na internet, mas diz que não tem medo dos haters na web. ”Preconceito enfrento todo dia, desde as ruas a comentários na internet. Vivendo em um dos países mais transfóbicos do mundo, não poderia esperar outra coisa”, lamenta.

“Só agora a sociedade está tomando uma consciência maior de que nós existimos e como ‘funcionamos’”, explica.

No canal, ela dá dicas de beleza, responde perguntas e mostra como é ser um transexual no Brasil, sem se esconder e pensando em ajudar outras pessoas que passam pela mesma situação.

“Eu tento mostrar nos meus vídeos que independentemente de ser trans ou cis, todos somos seres humanos, somos normais, podemos chegar lá e correr atrás dos nossos sonhos”, conta.

Mandy Candy

Famosa nas redes sociais, Mandy Candy não chegou a documentar a transição, mas é referência para outras transexuais e travestis no YouTube. Nos vídeos, ela conta vários aspectos sobre ser transexual, da forma como ela lida com os namorados ao efeito dos hormônios. Ela coleciona milhões de visualizações e tem 418 mil inscritos no canal. Em um dos vídeos mais vistos, ela reage às suas fotos anteriores à transição.

Mandy fez a cirurgia de transição em 2012, na Tailândia.

“Quando me deitei na cama, pensei que, se tudo desse errado e eu morresse, morreria feliz”, contou, em entrevista à revista Capricho.

Na infância, a youtuber relata pensamentos de automutilação e suicídio. Ela conta toda a história no livro Meu nome é Amanda, lançado em 2016 na Bienal Internacional do Livro, em São Paulo.

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A informação adequada tem o poder de quebrar falsos paradigmas e modelos sociais que não fazem mais sentido nos dias em que vivemos. Viva as mulheres trans e todas as formas de amar!!

Sábado, 05 de Setembro de 2020 Sábado, 05 de Setembro de 2020 às 20:21